"Me liga, Me liga..." Ligando para o Terapeuta

Você pesquisou e decidiu ligar para a Psicóloga, o que falar no telefone? Primeiro o básico mesmo, dizer que foi indicado ou encontrou o número em tal lugar e gostaria de marcar uma consulta. Ao telefone você já tem uma bela oportunidade de confirmar a linha em que a terapeuta atua (Por exemplo: Você é Terapeuta Cognitivo-Comportamental?), perguntar sobre valores (preço, honorário, quanto cobra...tudo a mesma coisa), o tempo de consulta, disponibilidade de horários e endereço. Isso tudo você também poderá perguntar a secretária, caso o telefone não seja direto o da psicóloga. Neste primeiro momento é importante que você saia com essas 3 informações: Confirmação da abordagem que o terapeuta atua; Valor da consulta; local de atendimento. Caso você decida marcar a consulta: horário marcado
Existe uma outra situação também, bastante comum, que é quando o Psiquiatra encaminha a pessoa para um terapeuta que ele trabalha. Geralmente, olhamos isso com bons olhos, mas é importante que vocês saibam que nem sempre o Psiquiatra e a Psicóloga trabalham juntos mesmo e têm vários pacientes em comum. Às vezes, é uma relação menos estreita, o que não quer dizer que um ou outro seja um profissional ruim, mas que talvez você está super confiando numa indicação que nem tem tanta credibilidade assim. Então, pergunte  e tire suas dúvidas com o Psiquiatra, a sua consulta é para isso também (logo logo vou fazer um post sobre as dúvidas para serem tiradas na consulta com o Psiquiatra, o povo parece que tem medo de perguntar coisas para médicos, vamos parar com isso, né?!). Sendo indicado ou não por quem quer que seja, a melhor atitude é você fazer sua pesquisa e ter sua própria avaliação. Aquela frase clichê dos psicólogos é bem oportuna: "Cada pessoa é uma pessoa", então pode ser que um goste e se sinta à vontade e o outro não.
E tem mais, o processo psicoterapêutico é uma via de mão dupla, para se ter sucesso, estar envolvido e comprometido faz toda a diferença. Posso dizer que aqueles pacientes que, a princípio, não são graves (por exemplo, não tem risco suicida ou não estão em crise aguda), mas ficam naquele marasmo na terapia, melhorando um pouquinho de nada, filosofando mais que agindo para a mudança em sua própria vida, muitas vezes, são pacientes que colocam a responsabilidade quase toda da melhora na competência do terapeuta. Isso não existe, ok? Ninguém melhora somente porque está fazendo terapia com o melhor terapeuta do mundo. Nós, Terapeutas Cognitivos-Comportamentais (TCCs), costumamos encarar a terapia como um 50/50. Parte é responsabilidade do terapeuta (usar seu conhecimento para guiar a melhora e manter a motivação), parte é responsabilidade do paciente (se engajar e se esforçar para absorver o novo olhar que está sendo proposto e agir). Está pronto para começar?

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